sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Defensores Públicos avaliam como positiva a atuação da Força Nacional no quarto dia em Pernambuco

Confira nesta edição a opinião dos 30 Defensores de vários Estados do Brasil e juízes do CNJ e TJPE sobre a FNDEP.

Por Fátima Freire
Assessora de Imprensa

Já se passaram quatro dias de atuação da Força Nacional da Defensoria em Execução Penal (FNDEP) no Estado de Pernambuco, instalada no dia 07 de dezembro e realizada em parceria com o Conselho Nacional de Justiça e o Tribunal de Justiça. Nos últimos quatro dias foram inspecionados Presídios e analisados centenas de processos.

A reportagem da Defensoria Pública de Pernambuco compareceu ao local aonde está instalado o mutirão carcerário, além do que vem acompanhando algumas das vistorias nas unidades prisionais do Recife e da Região Metropolitana.

Confira nesta edição a avaliação dos Defensores Públicos de diversos Estados do Brasil e dos juízes do CNJ e TJPE, bem como suas respectivas fotos.

Avaliação sobre a FNDEP

“ Trata-se de um esforço em conjunto dos Defensores Públicos de diversos Estados da Federação Brasileira, unidos na Força Nacional da Defensoria em Execução Penal. As atividades desenvolvidas visam a assegurar os direitos da população carcerária. Existem detentos, por exemplo, que estão presos além do prazo determinado na sentença. De um lado, nos deparamos com um ser humano privado do seu direito de liberdade. Noutro, temos agravado o problema da superlotação nos presídios pernambucanos, o que contribui para a crise no sistema penitenciário brasileiro. Portanto, entendo bastante válida e importante o trabalho desenvolvido pela Força Nacional da Defensoria”. Dra. Gina B. R Gonçalves (PE).

“A Força Nacional vem em conjunto com a atuação do CNJ e TJPE, tornando mais ágil a análise e solução dos processos. No tocante à visitação às unidades prisionais e as irregularidades encontradas, estão sendo consignadas em um relatório, adotando-se as medidas judiciais cabíveis”. Dr. Maurício Cardoso Batista da Silva (PE- Coordenador da FNDEP em Pernambuco).

“É indubitável a afirmação da Defensoria Pública como órgão da Execução Penal e Instituição efetivadora da dignidade da pessoa humana. A FNDEP vem reforçar essa importância em nosso Estado”. Dra. Tuanny Filgueira S. Gomes (PE).

“A Força Nacional é reforço, experiência para os Defensores Públicos que ainda não atuam de forma efetiva nos presídios. A ação traz para o Estado um excelente estímulo para os que pretendem atuar na área de execução penal”. Dra. Fernanda Marques Cornélio (PE).

“A Força Nacional vem evidenciar o papel da Defensoria Pública como órgão de execução penal. A partir deste momento, com a experiência de Defensores de outros Estados, a Defensoria Pública de Pernambuco se fortalece. Com a apreciação dos processos pela Força, nesta ação conjunta com o CNJ e TJPE, a população carcerária do Estado logo será beneficiada com os resultados”. Dr. Rafael Bento de Lima Neto (PE).

“Está sendo uma experiência inovadora. Pude perceber o quanto é vital a área de execução penal. A Força deixará para nós Defensores de Pernambuco um vasto leque de informação que muito reforçará a atuação em nosso Estado. A visita aos presídios, por exemplo, vem nos proporcionar uma visão mais apurada do quanto é necessária a intervenção do Defensor Público - como agente de transformação social e dignidade da pessoa humana –naquelas unidades prisionais”. Dr. Francisco Nóbrega N de Assis (PE).

“A Força Nacional, pioneira no Estado de Minas Gerais, é uma iniciativa brilhante do CONDEGE e da Comissão de Execução penal. Tem o apoio irrestrito da Defensora Pública Geral de Pernambuco, Dra. Tereza Joacy Gomes de Melo, que conta com o trabalho dos Defensores de nosso Estado e de todo o País na busca da efetivação dos direitos constitucionais dos apenados”. Dra. Viviane Sotero de Melo (PE).

“Esta sendo muita produtiva, porque nós estamos desafogando a estrutura judiciária que não está preparada para o volume de processos que tramitam nessa jurisdição. A Força promove um intercâmbio entre colegas. Há uma vasta troca de experiência e uma nova perspectiva de atuação pelos Defensores Públicos de Pernambuco”. Dr. Fernando Rodolfo Mercês Mota (SP).

“Muito proveitoso o trabalho. Sendo ainda uma experiência de vida profissional que evidencia a realidade carcerária no Estado de Pernambuco. Deste modo, é de suma importância a atuação da Força Nacional de maneira a minimizar a grave situação porque passa o setor prisional”. Dr. Gustavo Virgineli (SP).

“É um trabalho essencial para garantir que os presos pernambucanos cumpram pena com dignidade, conforme prevê a Constituição Federal. Nesses quatro dias analisei casos de presos que já cumpriram pena há quase um ano e continuam recolhidos. A Força Nacional chegou justamente para corrigir essas irregularidades”. Dr. Antônio Augusto Korsack (RS).

“A Força Nacional além de ajudar os nossos assistidos na busca de seus direitos, permite que os Defensores Públicos, envolvidos na ação, troquem experiências devido à realidade existente em cada Estado da Federação. E especialmente, no primeiro dia, deparamo-nos com sentenciado que já havia cumprido pena há mais de dois anos e ainda se encontrava recolhido, o que nos fez requerer imediatamente a declaração de extinção da punibilidade, e, consequentemente, a expedição do alvará de soltura em seu favor”. Dra. Laurelle Carvalho de Araújo (MG).

“Muito proveitosa a Força Nacional. Nós estamos tendo contato com colegas de vários Estados. Pudemos constatar como a Justiça Criminal está atuando em diversos Estados da Federação, o que possibilita fazer um bom trabalho, realizar a verificação de boa parte dos processos”. Dr. Glauco de Oliveira Marciliano (MG).

“A experiência contribui para regularização dos processos em execução penal. Foram verificadas inúmeras irregularidades que denotam constrangimento ilegal do direito de liberdade do preso. A Força Nacional vem justamente para reverter esse tipo de situação, o que representa um marco na história da Defensoria Pública no País”. Dra. Samantha Vilarinho de Mello Alves (MG).

“Está muito organizada a Força Nacional. A atuação dos juízes em conjunto com nós Defensores Públicos muito vem a facilitar o trabalho. Pernambuco inovou com essa parceria”. Dr. Fabrizio de Moraes B Mussolin (MG).

“Está sendo uma rica experiência. Além da troca de informações entre diversos Estados da Federação, é muito produtiva a ação da Força Nacional”. Dra. Silvia Rodrigues Silveira Severio (RJ).

“ Essa integração de Defensores Públicos de outros Estados possibilita o fortalecimento do bem comum e maior que é o assistido. Defensoria é um sonho e quando todos sonham juntos, vira um projeto”. Dra. Márcia Mesquita de Barros (RJ).

“A nossa atuação em conjunto é muito proveitosa. Estamos trabalhando em parceria com o CNJ e TJPE. Por um lado, essa experiência está sendo boa, porque facilita o andamento do processo que analisamos. Mas por outro, não podemos ainda mensurar se todos os processos das Varas serão enviados ao nosso mutirão para serem revistos”. Dr. Artur Luiz de Pádua Marques (TO).

“Avalio a Força Nacional como produtiva, porque além da analise processual, possibilita uma troca de experiência entre Defensores Públicos de Norte a Sul do Brasil, o que resulta no fortalecimento da Instituição Defensoria Pública”. Dr. Ademir Arruda (PA).

“O grupo da Força Nacional está super integrado na luta dos necessitados, razão maior da existência da Instituição Defensoria. Aqui estamos fazer valer os primados da dignidade da pessoa humana”. Dr. João Peres de Andrade Filho (PA).

“Senti um trabalho muito interessante, não só em relação às manifestações de processo em guias de recolhimento, em visita a presídios, como também no fortalecimento do trabalho da Defensoria Pública, em especial, a Defensoria de Pernambuco, que ainda necessita de crescer mais, lembrando que o ideal de uma “justiça justa” só se dará com um real crescimento da Instituição Defensoria Pública - única responsável pelo atendimento de 90% da população carente do Brasil”. Dr. Astolfo Lopes Cançado Netto (MS).

“ A Força Nacional representa um movimento histórico da Defensoria Pública criado em prol dos assistidos que muitas vezes são burlados de seus direitos. A Força demonstra que a Instituição proporciona justamente o resgate desses direitos, a melhoria do ser humano”, Dr. Eduardo Valadares de Brito (DPU).

“A Força Nacional representa um marco na história da Instituição Defensoria Pública. Participei da de Minas Gerais. Posso dizer, sem sombra de dúvida, que a cada ida a outros Estados mais se fortalece, demonstrando para a população brasileira, principalmente, a carente de recurso, que somos os principais agentes de transformação social”, Dra. Percinandes de Carvalho Rocha (PB).

“Também participei da instalação da primeira ação da Força Nacional em Minas Gerais. Aqui em Pernambuco estamos atuando de forma coesa com os colegas Defensores. Estou visitando os presídios do Estado. O que pude perceber é que se faz urgente a atuação constante de Defensores Públicos de Pernambuco nessas unidades prisionais, pois o desrespeito a dignidade da pessoa humana é aviltante”. Dra. Cardineuza de Oliveira Xavier (PB).

”A Força Nacional em Execução Penal tem dois importantes papéis a cumprir: o primeiro é permitir a integração de ações entre os Defensores de todo o país; em segundo lugar, realizar um esforço concentrado de análise da situação processual de pessoas já condenadas, mas não destituídas de direitos e de cidadania. No caso de Pernambuco, ainda muito carente de uma Defensoria Pública mais estruturada, inclusive em número de pessoal, a Força Nacional vem solidarizar-se com os colegas em sua luta diária". Dr. Manoel Correia de Oliveira Andrade Neto (AL).

“A FNDEP representa um avanço institucional da maior relevância. Aqui em Pernambuco a atuação da Força está sendo proveitosa. Diferente do Estado de Minas Gerais, aqui a Força foi desde o início convidada pelo CNJ e TJPE para atuar em parceria. Quanto aos processos, verifiquei que os mesmos possuem complexidade menor em relação aos de Ribeirão das Neves, onde ocorreu a primeira ação da FNDEP, sobretudo porque estão com melhor instrução”, Dr. Rodrigo Duque Estrada Roi (RJ - Coordenador Executivo da FNDEP).

“ A Atuação da Força Nacional é de suma importância dando uma grande contribuição para o êxito do Mutirão CNJ/TJPE. Com razão, o trabalho em conjunto com os Defensores Públicos de diversos Estados, em especial, os de Pernambuco tem sido de vital importância para o andamento dos processos”, Dr. Humberto Inojosa, Juiz Corregedor e Coordenador do Mutirão.

“Muito importante essa integração entre a Força Nacional da Defensoria e o CNJ. É um desafio, porque há Defensores de outras unidades da Federação que vêm conhecer a realidade do sistema prisional de outro Estado. Ao mesmo tempo, dão sua contribuição como assistência de excelência para a maioria da população que não tem condições de contratar um advogado”. Dr. Wilson Dias (Juiz Auxiliar da presidência do CNJ).

Local: Recife-PE

Fonte: Ascom/DPPE


Dra. Gina B. R Gonçalves - PE


Dr. Maurício Cardoso Batista da Silva - PE (Coordenador da FNDEP em Pernambuco)


Dra. Tuanny Filgueira S. Gomes - PE


Dra. Fernanda Marques Cornélio - PE


Dr. Rafael Bento de Lima Neto - PE


Dr. Francisco Nóbrega N de Assis - PE


Dra. Viviane Sotero de Melo - PE


Dr. Fernando Rodolfo Mercês Mota - SP


Dr. Gustavo Virgineli - DPU


Dr. Antônio Augusto Korsack - RS


Dra. Laurelle Carvalho de Araújo - MG


Dr. Glauco de Oliveira Marciliano - MG


Dra. Samantha Vilarinho Mello Alves - MG


Dr. Fabrizio de Moraes B Mussolin - MG


Dra Silvia Rodrigues Silveira Severio - RJ


Dra Marcia Mesquita de Barros - RJ


Dr. Rodrigo Duque Estrada Roi - RJ (Coordenador Executivo da FNDEP)


Dr. Artur Luiz de Pádua Marques - TO


Dr. Joao Peres de Andrade Filho - PA


Dr. Astolfo Lopes Cancado Netto - MS


Dr. Eduardo Valdares - SP


Dra. Percinandes de Carvalho Rocha - PB


Dra. Cardineusa de Oliveira - PB


Dr. Manoel Correia - AL


Dr. Humberto Inojosa - TJPE


Dr. Wilson Dias - CNJ


Local de trabalho da Força Nacional em Pernambuco

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

DEFENSORES DE MINAS GERAIS FAZEM BALANÇO DO INÍCIO DOS TRABALHOS DA FORÇA NACIONAL EM PERNAMBUCO

O Defensor Fabrizio de Moraes Barros Mussolin, da comarca de Uberaba, está em Pernambuco para a segunda etapa de atuação da Força Nacional da Defensoria Pública em Execução Penal e relata a forma de trabalho estabelecida.

No primeiro dia de atuação os Defensores foram divididos em dois grupos. Uma parte foi visitar o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico - HCTP e os outros ficaram no Fórum analisando os autos de execução penal.

Participei do segundo grupo (análise dos processos), sendo que a principal diferença entre a Força Nacional de Minas e a de Pernambuco residiu no fato que na segunda houve uma prévia análise dos autos por servidores do CNJ, os quais fizeram uma triagem dos processos, indicando em bilhetes constantes da capa dos autos o pedido que poderia ser feito em cada um deles.

Quanto à estrutura dos autos, nos chamou a atenção a falta do cálculo de penas na maioria dos processos, porém a presença de atestados de conduta carcerária na maioria dos mesmos, facilitou a feição de requerimentos de benefícios legais aos reeducandos.

No que se refere aos pedidos, foi constatado que muitos apenados tinham direito a benefícios de progressão e livramento condicional há um bom tempo, sem que o pedido tivesse sido pleiteado. Por enquanto esta é a situação vivenciada em Pernambuco.

Fonte: Ascom/DPMG

Força tarefa vai agilizar processos de presos carentes

Pernambuco é o segundo Estado do País a se engajar na Força Nacional da Defensoria em Execução Penal. A solenidade de adesão contou com a participação de 30 defensores públicos de vários Estados. A defensora pública geral, Tereza Joacy Gomes de Melo, agradeceu a presença de todos ao destacar “a importância do início dos trabalhos no Estado. Isso nos dá a conotação exata de um mundo que não tem fronteiras quando se trata da luta em defesa dos encarcerados e excluídos”.

O coordenador nacional da Força da Defensoria em Execução Penal e subdefensor Público Geral do Rio de Janeiro, Líbero Antheniense, disse que hoje se vive um momento histórico no País. “Trata-se de uma missão grandiosa. Pretendemos em onze dias analisar processos e visitar presídios. Com o apoio dos defensores, magistrados e promotores haverá uma maior agilidade dos processos que dizem respeito principalmente a presos que não dispõem de recursos para contratar os serviços de um advogado”, destacou.

A força tarefa foi criada em agosto de 2008, por meio de acordo de cooperação firmado pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, com representantes da Secretaria de Reforma do Judiciário, do Departamento Nacional de Penas e Medidas Alternativas e do Conselho Nacional de Defensores Públicos Gerais. No mês de outubro, os trabalhos foram executados em Minas Gerais. Em Pernambuco, a ação prossegue até o próximo dia 18.

Fonte: Diário Oficial de Pernambuco

Equipe da Força Nacional inspeciona Hospital de Custodia e Tratamento Psiquiátrico de Pernambuco

No Geral, a equipe de Defensores Públicos considerou as instalações físicas razoáveis, mas questões relativas à higiene e saúde serão apuradas e que a unidade necessita de pessoal de segurança e técnico (médicos, psicólogos e enfermeiros).

Por Fátima Freire
Assessora de Imprensa

A equipe que compõe a Força Nacional da Defensoria em Execução Penal (FNDEP) inspecionou ontem (09 de dezembro), o Hospital de Custodia e Tratamento Psiquiátrico do Estado de Pernambuco (HCTP). No local, os Defensores consideraram as instalações físicas razoáveis.

De acordo com o Defensor do Estado de Tocantins Arthur Luiz Pádua Marques, embora o estabelecimento apresente condições físicas razoáveis, há uma necessidade de apurar irregularidades relativas a questão sanitária e de saúde. Os internos precisam de medidas de segurança ante a possibilidade de concessão de indulto e desinternação por cassação de periculosidade, explicou.

Na avaliação do Defensor de Pernambuco, Maurício Cardoso, há um déficit pessoal de segurança e técnico (médicos, psicólogos e enfermeiros). O que é preocupante. Mais de 50% dos internos são provisórios, ainda sem laudo médico, que permita conclusão do processo. Faremos uma análise mais apurada sobre a situação desses custodiados, enfatizou.

O HCTP tem capacidade para abrigar 372 pessoas. Atualmente há 417, sendo 273 provisórios. A vistoria continua nesta quinta-feira (10 de dezembro na Colônia Penal Feminina do Recife

Participação - Além dos já citados no texto, participaram da Inspeção no HTCP os Defensores Públicos: Cardineuza de Oliveira Xavier (PB), Percinandes de Carvalho Rocha (PB), Gustavo Henrique Armbrust Virginelli (DPU), Márcia Mesquita de Barros (RJ), Fernanda Marques (PE), Francisco Nóbrega (PE), Samantha Vilarinho Mello Alves (MG), Fernando Rodolfo Mercês Moris (SP).

Local: Itamaracá –PE


Fonte: Ascom DPPE



terça-feira, 8 de dezembro de 2009

SISTEMA PENITENCIÁRIO - Força nacional realiza mutirão em presídios

Publicado em 08.12.2009

Trinta defensores públicos de todos os Estados participam desde ontem no Recife de atividade inédita que pretende avaliar sete mil processos de execuções penais. A expectativa é beneficiar 3 mil detentos.

Sete mil processos de execuções penais serão alvo de um mutirão iniciado ontem com a participação de 30 defensores públicos de todos os Estados do Brasil. A Força Nacional da Defensoria Pública em Execução Penal será realizada em parceria com o Conselho Nacional de Justiça e o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Com o esforço conjunto, a expectativa é que cerca de 3 mil presos sejam beneficiados com a liberdade ou a progressão de regime. A iniciativa é inédita no Estado. Do total de defensores envolvidos no projeto, 24 são de outros Estados, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O mutirão segue até o próximo dia 18, no Fórum Rodolfo Aureliano, na Ilha Joana Bezerra, área central do Recife. A força nacional é formada por um núcleo especializado de defensores de todo o País. O objetivo é fiscalizar o cumprimento de penas, prestar assistência jurídica integral e gratuita a presos do sistema penitenciário brasileiro, além de verificar as condições carcerárias. O primeiro Estado a contar com o trabalho da equipe foi o de Minas Gerais. A ação ocorreu em outubro. Durante 13 dias, foram analisados 3.235 processos, contando com a atuação de 42 defensores públicos, sendo dois de Pernambuco.

O subdefensor-geral do Rio de Janeiro, Líbero Ateniense, coordenador nacional do mutirão, participou ontem da cerimônia de abertura dos trabalhos. “Temos um cadastro de 354 defensores à disposição para ajudar no mutirão se for necessário”, explicou. A defensora-geral de Pernambuco, Tereza Joacy Gomes de Melo, disse que o trabalho será fundamental para corrigir injustiças que acontecem no sistema carcerário. “Existem fatores que contribuem para que os detentos tenham seus direitos negligenciados, como a falta de informações do processo, a ausência da família. O papel da Defensoria Pública é garantir que esses direitos sejam observados, no prazo determinado por lei”, observou.

Fonte:JORNAL DO COMMERCIO

DEFENSORIA - Mutirão vai analisar processos

LEOPOLDO MONTEIRO

Um grande mutirão judiciário formado por 30 defensores públicos irá trabalhar durante o mês de dezembro, em Pernambuco, no intuito de analisar e adiantar processos pendentes de presos. A ação teve início ontem com a instalação da Força Nacional da Defensoria Pública em Execução Penal em Pernambuco. O trabalho tem como objetivo prestar assistência jurídica a detentos, fiscalizar o cumprimento de penas, além de averiguar a situação dos apenados. Os profissionais convocados para a ação são de diversos estados do País e irão trabalhar no Fórum Rodolfo Aureliano, na Joana Bezerra, Recife. A força-tarefa judiciária pretende analisar mais de sete mil processos em trâmite nas 1ª e 2ª varas de execução penal até o dia 18 de dezembro deste ano. O mutirão também irá visitar sete unidades prisionais do Estado.

A primeira avaliação realizada pela comissão acontecerá, amanhã, no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP), em Itamaracá. A última unidade carcerária a ser analisada será o Presídio Desembargador Augusto Duque, em Pesqueira, no Agreste do Estado, dia 17 de dezembro. Antes, os defensores irão passar pela Colônia Penal Feminina do Recife, Penitenciária Juiz Plácido de Souza, Presídio Professor Aníbal Bruno, Penitenciária Barreto Campelo e Penitenciária Agroindustrial São João. Segundo o juiz-corregedor de Presídios do Estado, Humberto Inojosa, o mutirão vai adiantar processos antigos de presos que ultrapassaram o período de progressão de regime.

Fonte: FOLHA DE PERNAMBUCO

Força

Nesta segunda-feira, às 11h, cerca de 30 defensores públicos de todo o país começam a trabalhar na Força Nacional da Defensoria Pública em Execução Penal em Pernambuco. Até o próximo dia 18, no Fórum Rodolfo Aureliano, serão analisados mais de 7 mil processos, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça e o Tribunal de Justiça de Pernambuco. O convite para que a Força Nacional atue em Pernambuco foi da Defensora Pública Geral de Pernambuco Tereza Joacy.

Fonte: Diário de Pernambuco